
“O amor, quando se revela,
Não se sabe revelar.
Sabe bem olhar p’ra ela,
Mas não lhe sabe falar.
Quem quer dizer o que sente
Não sabe o que há de dizer.
Fala: parece que mente
Cala: parece esquecer
Ah, mas se ela adivinhasse,
Se pudesse ouvir o olhar,
E se um olhar lhe bastasse
Pra saber que a estão a amar!
Mas quem sente muito, cala;
Quem quer dizer quanto sente
Fica sem alma nem fala,
Fica só, inteiramente!
Mas se isto puder contar-lhe
O que não lhe ouso contar,
Já não terei que falar-lhe
Porque lhe estou a falar…”
Fernando Pessoa







12 Março, 2008 ás 2:56 pm
FP…
Adoro os poemas dele!
Os seus heterónimos, sao brutais mesmo…
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12 Março, 2008 ás 10:15 pm
Fernando Pessoa fenomenal…
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12 Março, 2008 ás 10:18 pm
Adoro este poema……